Unimed Juiz de Fora comemora Semana do Meio Ambiente

Informação para sensibilizar e multiplicar as melhores práticas. Com foco no diálogo, a Unimed Juiz de Fora, em parceria com a Mináguas Tecnologia Ambiental, recebeu médicos cooperados, funcionários, rede credenciada, empresas clientes, órgãos ambientais e instituições de ensino - mestres e acadêmicos - nas palestras comemorativas à Semana do Meio Ambiente. Mais do que abordar consequências das ações humanas no espaço coletivo, os encontros discutiram soluções para o presente e o futuro, iniciativas que, incorporadas à rotina - pessoal ou profissional -, contribuem para o desenvolvimento responsável e sustentável em todos os seus aspectos.

O presidente Hugo Borges abriu oficialmente as atividades da Semana, na manhã dessa terça-feira (2), no auditório da Unimed. Ele destacou os princípios e valores cooperativistas, modelo de organização que rege todo o Sistema Unimed, evidenciando a relação entre esses preceitos - responsabilidade social e ambiental e interesse pela comunidade estão entre eles - e o desenvolvimento da Cooperativa. "Em 2014, a Unimed Juiz de Fora conquistou o 'ouro' no Selo de Sustentabilidade, concedido pela Unimed do Brasil. A certificação, recebida em todas as edições do Selo, ratifica nosso compromisso com práticas mais justas e sustentáveis". Compromisso que já se aplica na construção do Hospital Unimed na cidade. "Mais do que um hospital saudável e sustentável, ele vem resgatar a medicina preventiva, menos tecnicista, mais humanizada. Seu foco está na promoção da saúde, por isso, nada melhor do que erguê-lo respeitando o meio ambiente", concluiu Hugo Borges. O diretor Administrativo-Financeiro, Darlam Kneipp, completa: "No terreno de 34 mil m² que abrigará o Complexo de Recursos Próprios da Unimed Juiz de Fora, sede do hospital, 9 mil m² são de área de preservação ambiental que será mantida pela Cooperativa".

Água: recurso esgotável, consumo consciente

O químico tecnólogo ambiental e geógrafo Júlio César Reis, diretor da Mináguas, propôs reflexões sobre o uso da água. Em todo o mundo, milhões já sofrem com a escassez do recurso potável; sem saneamento básico estima-se 2,5 bilhões de pessoas. As consequências vão desde a proliferação de doenças e  comprometimento das necessidades humanas mais básicas, como a alimentação, até conflitos geopolíticos e mortandade.

No Brasil, o calor excessivo e a estiagem do último verão acenderam o alerta vermelho, com grande repercussão. Diante da crise hídrica, como desconstruir a cultura do desperdício? Já sabemos que a água é, sim, um bem finito, e os gestos cotidianos de preservação fazem toda a diferença, bem como o emprego eficiente da tecnologia e do conhecimento para evitar perdas.

"Falar sobre meio ambiente é trabalhar a sensibilidade do ser humano, e não existe caminho melhor do que o diálogo", observa Júlio César, evidenciando a necessidade de iniciar essa mobilização pelas crianças, levando o conhecimento às escolas. Conscientizar desde cedo, opinião compartilhada pelo sargento Castro, do Campo de Instrução de Juiz de Fora/Centro de Educação Ambiental e Cultura do Exército (CIJF/CEAC). A unidade, que "já trabalha a reciclagem e a coleta seletiva, está engajada em projetos voltados para reuso e captação da água da chuva", iniciativas para fortalecimento de uma cultura mais sustentável, explica Ana Paula Freire, primeiro-tenente do CIJF/CEAC.

Para a assistente de Produção - Intercâmbio da Unimed Juiz de Fora Denise Rabelo, que também acompanhou a palestra, educação ambiental é tema estratégico. "Precisamos compreender a urgência da conservação dos recursos naturais e desenvolver essa consciência; acompanharmos o que está ocorrendo em nosso planeta e sabermos como evitar problemas ainda mais graves no futuro", avalia.

Reduzir, reutilizar, reciclar

Afinal, como descartar os resíduos eletrônicos de forma adequada? O analista ambiental do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) Eduardo Rodrigues foi quem respondeu às dúvidas e apresentou detalhes do cenário hoje. Os números chamam atenção: o Brasil é o mercado emergente que, por ano, gera o maior volume de lixo eletroeletrônico per capita, 0,5 quilo por habitante. Em 2015, o país deve produzir cerca de 1,247 mil toneladas de resíduos de equipamentos eletroeletrônicos pequenos, segundo estudo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial. A tendência é mundial: quanto mais acelerada a evolução tecnológica, menor o tempo de vida útil dos equipamentos. O consumo torna-se inconsciente e insustentável do ponto de vista ambiental. "É interessante debater estes opostos, consumismo versus desenvolvimento sustentável", observou Simone dos Reis, auxiliar de viveiros do Instituto Estadual de Florestas - IEF - Agência Juiz de Fora, presente no evento.

Além dos metais, os resíduos eletrônicos contêm componentes tóxicos, não biodegradáveis na natureza. Estudo da Organização das Nações Unidas (ONU) aponta que, "para a fabricação de cada microcomputador, são necessários dez vezes o seu peso em produtos químicos e combustíveis fósseis". Dados como esse fazem pensar em situações do dia a dia que, muitas vezes, passam despercebidas. "Imagine, por exemplo, o efeito de uma 'simples' pilha no ambiente", refletiu a estudante de Engenharia Ambiental Richelly Alves da Silva.

Para onde vai tudo isso, então? Eduardo Rodrigues explica que a má gestão e o descarte inadequado geram verdadeiras montanhas de sucata. Para reduzir esse impacto, os três Rs são fundamentais: reduzir, reutilizar e reciclar. Se houver dúvida sobre como proceder na destinação final, melhor procurar centrais de recolhimento especializadas ou retornar os resíduos eletrônicos ao fabricante.

Para Rodrigues, não faltam informações, mas é preciso mobilizar, fomentar a educação e o diálogo em torno das questões ambientais. "Não me surpreende encontrar aqui [palestra] um público tão diversificado. Há cada vez mais pessoas interessadas, mais gente prestando atenção nesse assunto, isso é muito bom!", avalia. Atento também está Alexandre Barbosa, da equipe de Auditoria Médica da Unimed Juiz de Fora: "É comum encontrar resistência à mudança de hábitos, mas é necessário enfrentá-la".

Desenvolvimento e preservação devem caminhar juntos

O analista da Superintendência Regional de Regularização Ambiental da Zona da Mata e advogado Leonardo Sorbliny Schuchter abriu as atividades desta quarta-feira, 3, com os "Aspectos legais das áreas de preservação permanente". As APPs - áreas protegidas, cobertas ou não por vegetação nativa - têm entre as suas funções a preservação dos recursos hídricos e do ambiente natural, a estabilidade geológica, a proteção do solo e a prevenção de processos erosivos e deslizamentos de terra, e garantia da biodiversidade.

O especialista apresentou conceitos que, a todo o momento, se relacionam com o tema central das discussões desta Semana, como a compatibilização do desenvolvimento econômico-social com a preservação da qualidade do meio ambiente e do equilíbrio ecológico, um dos objetivos da Política Nacional do Meio Ambiente (Lei 6.938/81). Esclarecendo dúvidas e traduzindo a legislação com exemplos práticos, Schuchter também destacou a importância de União, Estados e municípios estarem articulados e integrados em suas ações, para garantia do direito ao meio ambiente, reconhecido como fundamental pela Constituição Federal, com base nas ideias de solidariedade e valorização da pessoa humana.

Otávio Eurico Branco, professor de Engenharia Ambiental e Sanitária da UFJF, viu no diálogo proposto o incentivo para ações efetivas de proteção ambiental. Para o gerente da Área de Preservação Ambiental (APA) da Mata do Krambeck, Arthur Valente, o momento não poderia ser mais propício para adoção de uma nova postura: "A recente crise hídrica é exemplo de uma cultura que precisa ser revista. É necessário ser capaz de mudar antes da crise se instalar", alerta. Já na visão de Paulo Sérgio Neves, da Consiga Construções e Gestão Ambiental, encontros como os desta Semana são uma forma de aproximar os profissionais e técnicos da área ambiental e o público em geral, de esclarecer dúvidas e chamar à reflexão sobre o tema.

Saúde e meio ambiente interligados

"A mudança de atitude deve estar no dia a dia, trata-se de um processo contínuo de melhorias. E essa bagagem de conhecimento deve ser aplicada não apenas no 5 de junho [data símbolo do Meio Ambiente], mas durante todo o tempo", resume a doutora em Saneamento e Meio Ambiente Noil Amorim Cussiol, pesquisadora do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN). Ela encerrou a série de palestras da Semana com o tema "Hospitais Saudáveis".

Noil explica que sustentabilidade equivale a um novo modelo de governança, independente do segmento ou porte de uma empresa. O desenvolvimento sustentável apoia-se em um tripé fundamental: deve ser socialmente justo, ambientalmente consciente e economicamente viável. Uma gestão hospitalar sustentável envolve, então, revisar práticas organizacionais, repensar os valores e a missão da empresa, levando-a a uma conduta mais crítica e à busca de sua legitimidade enquanto organização.

O hospital verde e saudável é aquele que reconhece a relação entre a saúde e o meio ambiente e demonstra isso por meio de sua administração, sua estratégia e suas operações. A pesquisadora do CDTN também apresentou os dez objetivos da "Agenda Global Hospitais Verdes e Saudáveis", entre eles, substituir substâncias perigosas por alternativas mais seguras; reduzir, tratar e dispor de forma segura os resíduos de serviços de saúde; implementar a eficiência energética e a geração de energias limpas renováveis; reduzir o consumo de água e fornecer recurso potável; melhorar estratégias de transporte para pacientes e funcionários; comprar e oferecer alimentos saudáveis e cultivados de forma sustentável; prescrição apropriada, administração segura e destinação correta.

Classificação dos Resíduos dos Serviços de Saúde (RSS), gerenciamento e identificação dos perigos também foram destaques na pauta, bem como a importância da capacitação continuada dos profissionais que lidam com a segregação e descarte dos resíduos.

Os participantes da Semana do Meio Ambiente - Unimed Juiz de Fora e Mináguas Tecnologia Ambiental ganharam mudas de plantas do Instituto Estadual de Florestas - IEF - Agência Juiz de Fora. Além do IEF, apoiaram o evento Consiga Construções e Gestão Ambiental, Padaria Modelo, Departamento Municipal de Limpeza Urbana - Demlurb, Padaria Lisboa, Laticínios Catavento, Padaria Catedral e Carrefour.

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